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Nuvem de gafanhoto

Nuvem de gafanhotos se aproxima do Brasil

Nuvem de gafanhotos se aproxima do Brasil

24/06/2020 19h08
Por: Mais São Bento
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Uma nuvem de gafanhotos que está próxima à fronteira da Argentina com o Brasil, na altura do Estado do Rio Grande do Sul, está sendo monitorada pelo Ministério da Agricultura do Brasil.

Em nota emitida terça-feira(23Junho2020), a pasta federal anunciou que está monitorando a locomoção dos insetos e que recebeu informações do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina(Senasa) sobre a nuvem de gafanhotos da espécie "Schistocerca cancellata", que, apesar de estar próxima a região do território gaúcho fronteiriço, provavelmente deverá seguir em direção ao Uruguai.

Considerando a proximidade com a região fronteiriça do Brasil, o Ministério da Agricultura emitiu alerta para as Superintendências Federais de Agricultura, com vistas aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que sejam tomadas as medidas cabíveis de monitoramento e orientação aos agricultores da região, em especial no Estado do Rio Grande do Sul, para a adoção eventual de medidas de controle da praga caso esta nuvem ingresse em território brasileiro”, diz a nota do ministério.

Sobre o surgimento da praga, vários fatores podem ter contribuído para o ressurgimento. Os insetos chegaram na Argentina a partir do Paraguai onde destruíram lavouras de milho e mandioca. Segundo avaliação de especialistas pode o problema pode estar relacionados a uma conjunção de fatores climáticos, como temperatura, índice pluviométrico e dinâmica dos ventos.

O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar(Senasa, na sigla em espanhol), uma agência do governo argentino, emitiu o primeiro alerta em 11 de maio após ser avisada por autoridades paraguaias que a nuvem se dirigia em direção à fronteira entre os dois países.

A praga entrou na Argentina em 21 de maio, mas logo retornou ao Paraguai e permaneceu no país por uma semana antes de voltar ao território argentino. As Províncias argentinas de Santa Fé, Formosa e Chaco foram as mais atingidas até agora. Os motivos da proliferação nas últimas semanas desta praga na região ainda estão sendo estudados por especialistas.

A praga de nuvem de gafanhotos existe no Brasil desde o século 19. Embora seja uma praga rural, ela pode tornar-se urbana, chegando a vilas e cidades. Os insetos não afetam a saúde humana ou de animais, porque se alimentam apenas de material vegetal e não são vetor de nenhum tipo de doença.

Em sua passagem os gafanhotos podem afetar a atividade agrícola, e, indiretamente, a pecuária, porque se alimentam de recursos usados nesta atividade. Eles também causam danos à vegetação nativa.

São uma praga migratória que pode viajar até 150 km em um único dia e pode concentrar cerca de 40 milhões de gafanhotos num 1 km². Eles consomem em um dia o equivalente a consumo alimentar de 2 mil vacas ou 350 mil pessoas.

A nuvem de gafanhotos se locomove ao longo do dia e se acomoda tarde da noite, tornando curto o intervalo de tempo em que é possível tomar medidas de controle da praga porque é num horário de pouca visibilidade. Uma medida comum é usar pesticidas para evitar que os insetos se unam e se reproduzam.


Gafanhotos
Os gafanhotos, acridianos, acrídios, ticuras ou tucuras são os insetos pertencentes à subordem Caelifera da ordem Orthoptera, caracterizados por terem o fémur das pernas posteriores muito grandes e fortes, o que lhes permite deslocarem-se aos saltos. Algumas espécies formam enormes enxames que podem devastar grandes plantações.


Os gafanhotos são polífagos, se alimentam de folhas de vários tipos de plantas tais como: citros, arroz, soja, pastagens, alfafa, eucalipto e outras.

Obeaba do sertão 

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